Sistemas de Registro do Tempo


Linha do Tempo
Fotografia e desenho digital.  10 peças de 10 x 72 cm








Estudos de Sistemas
Grade Dia - Grade Mês - Grade Cor
Fotografia e desenho digital.  3 painéis de 120 x 120 cm






Registros do Tempo
Video Animação 41:37min





Construções de Poéticas
Infinito I
Fotografia e desenho digital. 100 x 144cm











Infinito II
Fotografia e desenho digital. 100 x 144cm


Infinito II é um trabalho que faz parte da construção de poéticas da série de Sistemas de Registro do Tempo. Ao partir da possibilidade de rever as convenções que nos rodeiam, estabeleço uma alternativa, uma nova maneira de ver o cotidiano. É o resultado da experiência de fotografar o céu sequencialmente todos os dias e noites, sem horário determinado, e da anotação do ano, mês, dia, hora e minutos de cada registro. Uma obra temporal, que estende-se por um ano, onde experimento a própria vivência do tempo.
O trabalho é elaborado com desenho e imagem digital, onde utilizo a grade como elemento estruturador para articular as fotografias coletadas. Aprofundo a pesquisa e reflexão que venho realizando em torno da grade, como metáfora entre o lógico e o sensível no campo da arte. Trago para perto duas vias de entendimento, por um lado o elemento repetitivo, matemático, geometrizado e por outro, aspectos filosóficos e desmaterializados. Dois pólos em eterno contraste. Ao mesmo tempo trato da coexistência da lógica e da abstração quanto à percepção sensível do espaço maior que nos envolve, através da abordagem do infinito. Conceitualmente representa o céu infinito e a grade também infinita.
Em Sistemas de Registro do Tempo desenvolvi uma régua com dimensões precisas, que estabelece as horas do dia. Uma grade de horas que respeita uma convenção própria, uma relação gráfica de um tamanho-tempo. Nesta régua inseri as fotografias do céu proporcionalmente ao momento de cada captura fotográfica. É à partir desta estrutura que diversos trabalhos desta série se desenvolvem. Em Infinito II é onde a regra se rompe, onde imagem e grade se desprendem do sistema estabelecido. É a colagem de uma fotografia de um céu cinza, neutro, indeterminado, e a grade, régua de medição do tempo, que se apresenta isolada, em tamanho menor, solta no centro da imagem. A grade, não é mais uma estrutura modeladora, está disposta como figura independente. 
Questiono, onde ficam nossos sistemas e as estruturas que construímos? Ao articular elementos do dia a dia sob regras estabelecidas chego no desafio de registrar algo como o tempo. Seria o sistema, a diferenciação da apresentação de temas que vivenciamos todos os dias que pode nos fazer refletir? Nas diversas questões que se abrem é onde encontro caminho para experimentar e revisitar o olhar ao redor.
Karen Axelrud, 2012


Ver também

Artigo para ebook - Poéticas Abertas
Editora Feevale, 2013
http://www.feevale.br/cultura/editora-feevale/poeticas-abertas
Sistemas de Registro do Tempo, pg 233

Infinity II is part on a poetic construction, the series Systems of Recording the Time. Based on the possibility of revising the conventions that surround us, I established an alternative, a new way of seeing daily life. It is the result of an experience, to photograph the sky sequentially, every day and night, no time given, and the annotation of the year, month, day, hour and minute of each record. It was extended for one year, when I experimented living the time itself. 
          This work was developed with design and digital imaging, and I used the grid as a structuring element to link the collected photos. It deeps the research and reflection I have been doing around the grid, as a metaphor between the logical and sensible in the field of art. I matched to two ways of understanding. By one hand, the repetitive element, mathematical, and geometrized, and by another, the philosophical and dematerialized aspects. Two poles in perpetual contrast. At the same time, I worked with the coexistence of logic and abstraction as the most sensitive perception of the space that surrounds us to approach infinity. Conceptually represents the infinite sky and the grid, also infinite.
         In Systems of Recording the Time I developed a ruler with precise dimensions, establishing the hours of the day. A grid about hours that regards the convention itself, a graphical interface from a size-time. In this rule I inserted the pictures of the sky in proportion to the time each one was captured. From this structure, many works in this series were developed. Infinity II is where the regulation is broken, where image and grid come off the stablished system. It is the collage of one photograph of a gray sky, neutral, indeterminate, and the grid, ruler of time measurement, which presents itself isolated, smaller, loose in the center of the image, The grid is no longer a modeling structure, it is arranged as an independent figure.
          Where are our systems and where are the structures we build? Articulating elements of everyday life under certain rules l get the challenge to record the time. Is the system, the variation in the presentation of things that we experience every day that could make us reflect? Several questions come up, where I find a way to revisit the experience and to review around.